"Na casa da sorte, quem entra pela porta do prazer sai pela da tristeza, e vice-versa. Atenção ao desfecho: deve-se estar mais atento a um final feliz do que a uma entrada triunfal. É frequente que as pessoas de sorte tenham inícios favoráveis e fins trágicos. O que importa não é receber aplausos na entrada - o que é muito comum -, mas continuar a ser aplaudido, fazer falta ao partir, o que é mais raro. Poucas vezes a sorte acompanha os que saem: é educada com os que chegam e descortês com os que se vão."
(Baltasar Gracián. A Arte da Prudência. Rio de Janeiro; ed. Sextante, 2003, p. 58)
