terça-feira, 18 de maio de 2010

PRAGMATISMO E ÉTICA (Aristeu Nardi)

O conceito de pragmatismo nasceu nos Estados Unidos pela mão de C. S. Peirce, W. James e J. Dewey, dentre outros, centrado na ideia de que o mais importante de tudo para a vida das pessoas é a solução imediata de seus problemas sem considerar as consequências de seus atos. É a filosofia do utilitarismo inconsequente. É a ideologia do individualismo. Os pragmáticos defendem que a validade de uma ideia está na concretização dos resultados que se propõe obter. Ele, o pragmatismo, valoriza a prática mais do que a teoria e considera que devemos dar mais importância às consequências e efeitos da ação do que a seus princípios e pressupostos. Para ele, o critério de verdade deve ser encontrado nos efeitos e consequências de uma ideia, em sua eficácia, em seu sucesso.

O pragmatismo é a afirmação do capitalismo mais cruel, quando as pessoas são talhadas a pensar de forma objetiva, concreta, sem analisar o que é certo ou errado, sem valorizar o pluralismo das ideias, sem entender a verdade dos outros. Por isso, o sujeito pragmático se fecha em si mesmo, achando-se dono da verdade.

O pragmatismo se tornou uma escola filosófica influenciando líderes religiosos fundamentalistas, partidos políticos de direita, empresários burgueses, indivíduos oportunistas, políticos corruptos e reacionários.

O Partido dos Trabalhadores – PT, sempre considerou o pragmatismo como uma aberração na política e um entrave para a construção de uma sociedade plural, democrática e socialista.

O PT fez a opção pela Ética.

A Ética não tem a pressa do cogumelo de Hiroshima; mas é como uma flor que tem seu tempo para gerar o fruto.